Blockchains públicas funcionam através de computadores que se comunicam numa lógica descentralizada ponto a ponto. Não há um servidor único ao qual todos os nós da rede se conectam. Em vez disso, os nós são independentes e se comunicam diretamente com outros nós da rede, sem ter que solicitar permissão a alguma entidade administradora. Mas se não há uma entidade única que administra a rede, quem paga pela infraestrutura?

Redes blockchains abertas operam através de mecanismos de incentivo, que pagam aos operadores da rede o retorno do investimento através de alguma política monetária predefinida.

Na blockchain Cardano, os operadores (ou seja, as Stake Pools) recebem recompensas no início de cada época, que tem duração de 5 dias. Para isso, é criado um pote virtual de recompensas que retém os recursos que serão distribuídos aos operadores.

Há duas fontes distintas que contribuem para esse pote de recompensas: as taxas de transação e a expansão monetária.

Vamos começar pela fonte mais simples, que são as taxas de transação. Essa fonte corresponde à soma total de ADAs de cada transação processada pela rede. O montante de taxas é coletado ao longo de uma época, contribuindo para o pote de recompensas.

A segunda fonte corresponde ao mecanismo de expansão monetária, que atua como um tipo de inflação do montante de ADAs atualmente em circulação. No entanto, a injeção dessas moedas no mercado depende das reservas.

Na blockchain Cardano, existe um valor máximo de moedas que serão emitidas definido pelo protocolo: 45 bilhões de ADAs. Esse é o total de moedas que existirão no futuro.

Atualmente, cerca de 31 bilhões estão circulação. A maior parte desse montante que não está em circulação compõe as reservas, representando cerca de 13 bilhões de ADAs que serão emitidas ao longo do tempo e distribuídas aos operadores. Essa é a principal fonte de recompensas nas épocas iniciais da rede, mas a influência dessa fonte cai gradualmente conforme a quantidade nas reservas vai entrando em circulação.

A cada época, uma proporção fixa é retirada das reservas para compor o pote virtual de recompensas. Essa proporção atualmente está definida em 0.3% do montante nas reservas.

Essas duas fontes formam o pote de recompensas. Do total no pote, uma parte é direcionada para a Tesouraria (o fundo colaborativo da rede Cardano mantido pela comunidade). Atualmente 20% do pote de recompensas vai automaticamente para a Tesouraria. O restante do pote é finalmente dividido entre todas as stake pools que produziram bloco na época, de forma proporcional à quantidade de participação que controlam.

Você ainda está com dificuldades para entender o esquema de recompensas da blockchain Cardano? Fizemos esta história interativa para te ajudar a entender mais facilmente. Confira em tela cheia!

Todos os links desse infoblock
Lincon Vidal

Lincon Vidal

Fundador e CEO da EveryBlock.Studio

3 Comments

Leave a Reply